Porque existo... Porque sou um ser particular e único no meio de todos os seres humanos...
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Preciso, precisas, precisamos...
Preciso...
da tua presença
da força do teu abraço
do brilho do teu olhar
do calor do teu sorriso...
Preciso de te sentir comigo!
Como se...
...sem a tua presença o meu não se tornasse transparente,
...sem o teu abraço o meu eu de despedaçasse nos dias
...sem o brilho do teu olhar eu cegasse para o que é realmente importante na vida
....sem o teu sorriso secasse a alegria da minha alma
Preciso da tua mão contra a minha, para saber que não avanço sozinha.
Porque parte de mim, és tu.
Preciso do teu sorriso para saber se o que faço, faço bem.
Simplesmente porque sabes sempre como dizer-me como fazer melhor.
Preciso de te sentir, simplesmente porque gosto de ti.
E quando se gosta,
...precisa-se.
Final de mais um ano...
Tempo de reflexão e balanço... tempo de avaliação auto e hetero....
Não resisto a publicar um texto de Diana Gaspar Duarte, psicóloga, que nos leva a refletir sobre o país que temos...
"Somos o país das escolas vazias. E dos mega agrupamentos lotados.
Onde há muitos professores sem trabalho e outros a enlouquecer pela quantidade do mesmo.
Somos o país onde na mesma sala se dá dois anos escolares distintos. Mas não interessa, porque não há dinheiro para dois professores.
Somos o país onde os programas escolares são gigantes e muitas vezes desenquadrados das necessidades de aprendizagem.
Somos o país onde desde cedo se tem explicações, não porque os nossos alunos não sejam suficientemente inteligentes, mas porque o programa é louco. Onde os pais não conseguem ajudar a fazer os trabalhos de casa, agora mais exigentes e em maior quantidade.
Somos o país onde não há praticamente psicólogos nas escolas, porque não há verba. Ou necessidade.
Somos o país onde as crianças ou não têm tempo para brincar, ou já não sabem brincar.
Somos o país onde o ensino especial é só para alguns. E a diferença não é contemplada, sendo grande partes das vezes, só alvo de rótulo.
Somo o país onde cada vez mais, há crianças a entrar com 5 anos para a escola, anulando-lhe a possibilidade de mais um ano de brincadeira para melhor crescer. Para desenvolver de forma consistente a concentração e atenção, fundamentais para o processo de aprendizagem.
Somos o país onde o número de crianças com hiperactividade e de défice de atenção é no mínimo, bizarro. Onde a imaturidade reina e a falta de controlo de comportamento também. E de regras, com certeza.
Somos o país com programa de ensino desfasado do desenvolvimento das suas crianças.
Somos o país onde algumas crianças trabalham mais horas que adultos.
Somos o país que premeia os quadros de mérito, mas não premeia a excelência humana. Que pena, talvez se assim fosse, os níveis de violência nas escolas fosse menor.
Somos o país de pais cansados e desorientados.
Somos o país de professores angustiados e revoltados.
Somos um país de cortes. Que corta em tudo. E mais precisamente, no futuro do seu próprio país.
Somos um país cheio de tanta coisa, mas vazio do que realmente interessa.
Somos um país que precisa de dar um murro na mesa e defender aquilo que é seu. Nosso.
A escola. As crianças."
Diana Duarte 16-IV-2014
Não resisto a publicar um texto de Diana Gaspar Duarte, psicóloga, que nos leva a refletir sobre o país que temos...
"Somos o país das escolas vazias. E dos mega agrupamentos lotados.
Onde há muitos professores sem trabalho e outros a enlouquecer pela quantidade do mesmo.
Somos o país onde na mesma sala se dá dois anos escolares distintos. Mas não interessa, porque não há dinheiro para dois professores.
Somos o país onde os programas escolares são gigantes e muitas vezes desenquadrados das necessidades de aprendizagem.
Somos o país onde desde cedo se tem explicações, não porque os nossos alunos não sejam suficientemente inteligentes, mas porque o programa é louco. Onde os pais não conseguem ajudar a fazer os trabalhos de casa, agora mais exigentes e em maior quantidade.
Somos o país onde não há praticamente psicólogos nas escolas, porque não há verba. Ou necessidade.
Somos o país onde as crianças ou não têm tempo para brincar, ou já não sabem brincar.
Somos o país onde o ensino especial é só para alguns. E a diferença não é contemplada, sendo grande partes das vezes, só alvo de rótulo.
Somo o país onde cada vez mais, há crianças a entrar com 5 anos para a escola, anulando-lhe a possibilidade de mais um ano de brincadeira para melhor crescer. Para desenvolver de forma consistente a concentração e atenção, fundamentais para o processo de aprendizagem.
Somos o país onde o número de crianças com hiperactividade e de défice de atenção é no mínimo, bizarro. Onde a imaturidade reina e a falta de controlo de comportamento também. E de regras, com certeza.
Somos o país com programa de ensino desfasado do desenvolvimento das suas crianças.
Somos o país onde algumas crianças trabalham mais horas que adultos.
Somos o país que premeia os quadros de mérito, mas não premeia a excelência humana. Que pena, talvez se assim fosse, os níveis de violência nas escolas fosse menor.
Somos o país de pais cansados e desorientados.
Somos o país de professores angustiados e revoltados.
Somos um país de cortes. Que corta em tudo. E mais precisamente, no futuro do seu próprio país.
Somos um país cheio de tanta coisa, mas vazio do que realmente interessa.
Somos um país que precisa de dar um murro na mesa e defender aquilo que é seu. Nosso.
A escola. As crianças."
Diana Duarte 16-IV-2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
quarta-feira, 21 de março de 2012
21 de Março, dia da poesia, da floresta, da Trissomia 21
VEM
Vem meigo e suave
dedilhar as cordas da minha saudade
que se instalaram em mim
Vem perceber como posso ser cinza
e no dia seguinte ser carmim
Vem percorrer as veredas
que ladeiam as minhas margens
vem também tropeçar nos meus escolhos
porque perfeita eu não sou...
E quando não tiveres onde mais
deleitar o teu olhar
pára na estação dos meus olhos
e deixa-te lá ficar...
Há pessoas que nasceram para serem pontes
outras meros caminhos
umas fazem-nos atravessar o desconhecido
outras simplesmente se atravessam
por dentro de nós...
Vem meigo e suave
dedilhar as cordas da minha saudade
que se instalaram em mim
Vem perceber como posso ser cinza
e no dia seguinte ser carmim
Vem percorrer as veredas
que ladeiam as minhas margens
vem também tropeçar nos meus escolhos
porque perfeita eu não sou...
E quando não tiveres onde mais
deleitar o teu olhar
pára na estação dos meus olhos
e deixa-te lá ficar...
Há pessoas que nasceram para serem pontes
outras meros caminhos
umas fazem-nos atravessar o desconhecido
outras simplesmente se atravessam
por dentro de nós...
(desconheço o autor)
segunda-feira, 12 de março de 2012
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sê o melhor que puderes...

BE THE BEST OF WHATEVER YOU ARE
If you can't be a pine on the top of a hill
Be a scrub in the valley, but be the best little scrub on the side of the hill
Be a bush if you can't be a tree,
If you can't be a bush be a bit of the grass
And some highway happier make.
If you can't be a muskie, then just be a bass,
But the liveliest bass in the lake.
We can't all be captains, we've got to be crew,
There's something for all of us here.
There's big work to do and there's lesser work, too,
And the thing we must do is the near
If you can't be a highway, then just be a trail.
If you can't be the sun, be a star.
It isn't by size that you win or you fail.
Be the best of whatever you are.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
"Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs. E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos. Se diante do nosso rosto tivermos outro rosto. Humano.
É por isso as nossas crianças crescem sem emoções. Crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
Durante anos, todos nós, pais, avós, professores, fomos deixando que isso acontecesse.
E, de repente, os jornais e as televisões trazem-nos relatos de jovens que agridem professores na sala de aula e nós olhamos para tudo muito admirados - como se nada fosse connosco.
Mas é."
In "O livro da avó Alice" Alice Vieira
É por isso as nossas crianças crescem sem emoções. Crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.
Durante anos - por culpa nossa - foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.
Durante anos, todos nós, pais, avós, professores, fomos deixando que isso acontecesse.
E, de repente, os jornais e as televisões trazem-nos relatos de jovens que agridem professores na sala de aula e nós olhamos para tudo muito admirados - como se nada fosse connosco.
Mas é."
In "O livro da avó Alice" Alice Vieira
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
De uma mulher que aspira a ser mãe...
As mães crescem com os anos
As mães sobem uma escada até ao céu,
sobem e descem a escada longa dos filhos;
as mães olham para cima, firmam as mãos na escada
e pensam com os olhos. Ficam de pé ―morrem de pé
se for preciso― a pensar as estrelas. Cada uma delas
é um pulmão jovem, um alvéolo inviolável.
As mães crescem com os anos, tornam-se ramos
a baloiçar na escada: são perenes, persistentes
e mansas. As mães abrigam os pássaros no olhar,
tomam-nos nas mãos como oferta sagrada
e soltam-nos do alto da escada: voam, voam,
crescem contra as nuvens e são água, espuma,
exílio azul. Os filhos são os olhos das mães, aflitos
e saudáveis, à espera que floresça a flor fria
da amendoeira. Olhos que partem para regressar a si.
Nuno Higino (texto). Alberto Péssimo (ilustração).
mãe. E leva os filhos nos olhos como se os levasse pela mão
Letras&Coisas. 2011
As mães sobem uma escada até ao céu,
sobem e descem a escada longa dos filhos;
as mães olham para cima, firmam as mãos na escada
e pensam com os olhos. Ficam de pé ―morrem de pé
se for preciso― a pensar as estrelas. Cada uma delas
é um pulmão jovem, um alvéolo inviolável.
As mães crescem com os anos, tornam-se ramos
a baloiçar na escada: são perenes, persistentes
e mansas. As mães abrigam os pássaros no olhar,
tomam-nos nas mãos como oferta sagrada
e soltam-nos do alto da escada: voam, voam,
crescem contra as nuvens e são água, espuma,
exílio azul. Os filhos são os olhos das mães, aflitos
e saudáveis, à espera que floresça a flor fria
da amendoeira. Olhos que partem para regressar a si.
Nuno Higino (texto). Alberto Péssimo (ilustração).
mãe. E leva os filhos nos olhos como se os levasse pela mão
Letras&Coisas. 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
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